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Kotler (1986. P. 31) afirmou que um produto (ou serviço) é tudo aquilo capaz de satisfazer um desejo. Nesse sentido, o marketing e a logística existem para acabar com carências, dores, problemas, anseios ou qualquer outra necessidade dos seres humanos.

Na medida em que a sociedade evolui, a intensa globalização torna o marketing e a logística duas áreas vitais para o crescimento e perpetuação de qualquer negócio.

São duas áreas que sempre foram importantes, mas que nas últimas décadas se [con] fundiram em uma espécie de simbiose, podendo trazer para as empresas melhor reputação e maior lucratividade.

Com dois propósitos fundamentais, o marketing tem como missão obter demanda e atender à demanda. Consegue-se demanda através de campanhas promocionais, preço e composição do Mix e uma vez conseguida a demanda, esta deve ser atendida com maestria…

…e é aí que a logística entra com a disponibilidade do produto certo, no tempo certo, na quantidade certa, nas condições certas, no local certo, para o cliente certo, em um custo ideal.

Mas em um mundo novo e dinâmico como o que vivemos — uma era de reconstrução de modelos de gestão, social e de consumo —, a transformação digital traça novos rumos, com abundância de informação, tecnologia e acessos.

O consumidor, mais do que nunca está hiper-conectado, hiper-informado, hiper-criterioso, hiper-exigente e porque não dizer; hiper-mimado.

Para Fidelizá-lo é preciso mais que boa campanha promocional e uma entrega dentro do esperado.

Habituado ao mundo da inteligência artificial, com alguns cliques confere a reputação da empresa, disponibilidade do produto, tempo de entrega, responsabilidade social e ambiental da empresa, e, tudo isso, comparando preços, eficiência e qualidade com outros concorrentes diretos.

Você está em plena revolução tecnológica ou quarta revolução industrial, seja muito bem-vindo!

Robôs inteligentes, celulares de vestir, veículos autônomos, impressão 3D, realidade aumentada, internet das coisas, armazenamento ilimitado na nuvem, assistentes virtuais ou algoritmos inteligentes que nos conhecem melhor que nós mesmos e educação atingindo mais e mais pessoas.

A forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos está em plena transformação. E nesse admirável mundo novo, tudo está disponível e online 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano.

O mundo tornou-se um só. Não existem mais barreiras. Formamos hoje um único mercado e tudo isso graças a tecnologia.

 

O QUE MUDA NESSA REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA

Na primeira revolução as máquinas potencializaram o poder dos nossos músculos. Na atual, a tecnológica potencializa exponencialmente nossa capacidade de execução, realização e até mesmo de sonhar (para saber sobre todas as revoluções dá um Google ai).

A logística ganhou e vem ganhando espaço, assumiu papel de protagonista em um mundo globalizado, novo, veloz. Com a evolução exponencial da tecnologia, a logística empresarial ganhou espaço nas mesas das grandes, médias e pequenas organizações.

Os dados, ou seja, informações em alta escala sobre preferências e comportamentos dos clientes ditou um novo jeito de fazer negócio. A logística deixou de ser apenas transporte, estoque, armazenagem ou distribuição. Elevou-se a condição de relacionamento, interação, encantamento do cliente, ou seja; logística tornou-se Marketing.

 

O QUE MUDOU NA LOGÍSTICA

A logística como você conheceu continua vital, mas passou e vem passando por muitas transformações. Antes de falar da logística de marketing, vamos relembrar quais são os quatro tipos de logística que conhecemos:

  1. Logística de abastecimento: é responsável por gerenciar tudo aquilo que é necessário para a produção, ou seja, toda a matéria-prima que antecede o processo fabril;
  2. Logística de produção: dedica-se a produzir, causar transformação da matéria prima e realiza o controle do que será produzido, avaliando a necessidade do mercado e evitando desperdícios;
  3. Logística de distribuição ou logística de transportes: é responsável pela entrega final. Subdividida em etapas como: separação e conferência de cargas; roteirização de entregas; administração de transportes; controle de fretes, monitoramento e etc.
  4. Logística reversa: dedica-se a trazer de volta o produto entregue. Tem um papel sustentável na empresa, reutilizando os materiais e fazendo com que eles possam voltar ao estoque, sempre que estiverem em boas condições. Também é ela que faz o descarte adequado de matéria-prima inutilizada, evitando que ela seja enviada para locais incorretos.

Nunca se dependeu tanto do marketing e da logística, ou logística de marketing: quinto modelo de logística e, um dos mais importantes neste mundo novo e dinâmico.

 

A LOGÍSTICA DE MARKETING

Mais do que se preocupar com os canais de distribuição, sua atividade hoje é de interligar o cliente ao restante da cadeia de modo que ele sinta-se parte integral do processo. A logística de marketing tem a missão de conduzir o cliente através de três fases:

  1. Confiança: ultrapassar a barreira da confiança em um produto ou serviço e realizar a compra;
  2. Repetição: garantir a satisfação com o produto ou serviço de modo que gere a repetição da compra;
  3. Evangelização: acreditar e confiar tanto, a ponto de indicar para familiares, amigos e conhecidos.

Um bom marketing é definido como: função organizacional e conjunto de processos que envolvem criação, comunicação e entrega de valor aos clientes, bem como a gestão do relacionamento com eles.

O que minimiza muito o esforço de vendas. Vender não é tarefa difícil. O desafio está em gerar repetição da venda. Conquistar o cliente através de uma interação de confiança tem haver com uma abordagem inteligente, um produto ou serviço fantástico e uma entrega melhor que o prometido: logística de marketing.

O cliente deseja se sentir especial, com suas necessidades atendidas acima do esperado. Para isso, o relacionamento resume a logística de marketing.

Atender os pedidos dos clientes, de maneira que os satisfaça inteiramente. Entregando o produto antes do prometido, na condição ideal de: custo, qualidade e satisfação.

Proporcionando, por exemplo, o conforto da compra online, retira física ou vice-versa. Sem custos e burocracias adicionais, sugerindo novas opções de compras e realizando trocas sem burocracias.

Todos os segmentos devem estar atentos a isso. A quarta Revolução Industrial é uma realidade. Ignorá-la, definitivamente, não é um bom negócio.

É preciso não apenas se adaptar, mas também se reinventar, ceder ao novo, se render àquilo que só vem a somar e que irá potencializar as suas vendas. A era digital está aí e as mudanças não param de acontecer.

Logística tornou-se sinônimo de marketing. Fazê-la do jeito que sempre fez será um risco gigantesco para o seu negócio.

Até a próxima!

Achiles Rodrigues

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Ele era um torcedor apaixonado pelo fluminense e pra provocar os rivais que torciam pra times com a mesma quantidade de cores dizia:

 

“O Fluminense é o único time tricolor. O resto são só times de três cores”.

Nelson Rodrigues foi o cara. Usava as palavras para fazer graça, provocar, encantar. Ele podia. Era genial.

Logicamente, os torcedores do São Paulo, Grêmio, fortaleza, Santa Cruz, Paraná e outros, não achavam tanta graça assim, mas, mesmo que discordassem, e podiam, a verdade é que o tricolor das laranjeiras é o mais famoso dos tricolores.

Futebol é paixão nacional. Quase uma religião. E sendo religião é questão de foro íntimo. Não vou colocar mais lenha nessa fogueira.

Até porque, a essa altura já tem torcedor praguejando sobre a boa índole da minha ou da mãezinha do Nelson.

Não faça isso. Tudo não passava de brincadeira.

Peço desculpas a todos os tricolores e times de três cores do Brasil e do mundo. Rsrs

A verdade é que toda essa introdução era só pra pegar carona na brincadeira do Nelson e ir ao mundo dos negócios usando a metáfora pra dizer que:

“Vendas e logística são as duas áreas mais importantes de uma empresa. O resto são áreas de apoio”.

Eu sei que é preciso ter muita coragem pra falar isso. E estou preparado pra receber as merecidas críticas por tamanha ousadia.

No entanto, recomendo fortemente que não jogue as pedras ainda.

Leia um pouco mais e, então, se discordar, atire-as.

 

VENDAS X LOGÍSTICA?

Tive um professor de empreendedorismo que dava o seguinte conselho sobre como gerir um negócio de sucesso:

Preocupe-se em vender pela manhã e entregar o que vendeu a tarde.

Naturalmente o conselho é simplório. Visto que antes, durante e depois dos referidos processos tem uma infinidade de temas de importância vital como marketing, finanças, contabilidade, jurídico, recursos humanos e outros tantos.

Claro que quando o nobre mestre falava, por trás do seu discurso estava a necessidade de focar naquilo que é core; o que faz a grana entrar: um produto ou serviço para vender e o como fazer para que ele chegasse nas mãos de quem comprou.

Sendo ainda mais pragmático, a dica era focar em uma área de receita e em outra de custo.

E qual das duas é a mais importante?

Esse discussão é antiga (e boba).

Estamos diante de algo que está na mesma dimensão daquela brincadeira do que vem primeiro, o ovo ou a galinha?

Não posso negar que a intensão (colocar tensão, força e energia) do presente artigo é focar em logística, entretanto, pra não deixar a metáfora aberta, digo sem receio algum: vendas vem primeiro.

Contudo, se a logística não funcionar, a venda não se repete. Logo, não se trata de Vendas x Logística, mas sim de Vendas & Logística.

 

VENDAS E LOGÍSTICA EM UM MUNDO COMPLETAMENTE NOVO

A logística é o novo marketing. Responsável pelo encantamento do cliente, maximização do faturamento e melhora das margens dos produtos.

Falei disso no artigo “Logística de Marketing: a arte de encantar clientes e tornar negócios relevantes no mundo moderno“.

Houve um tempo onde segredos industriais ou fórmulas “magicas” como a da Coca-Cola eram o que faziam com que o produto fosse tão único que vendia sozinho.

Esse tempo ficou no passado.

Explico.

Com a extrema globalização e expansão dos mercados, produtos e serviços estão cada vez mais comoditizados. Tendo seu preço pressionado para baixo pela extrema competição.

O diferencial competitivo se tornou a experiência.

E é aí que o time comercial tem que se reinventar e a logística como marketing deve nadar de braçadas.

Se uma empresa deseja aumentar o “Market Share”, ou seja, sua fatia ou quota de mercado, ela precisa trabalhar a melhora contínua da qualidade do produto, atendimento ao cliente e sua agilidade de reposição e exposição do PDV (ponto de venda), ou seja, comercial e operações trabalhando de mãos dadas.

 

PARA QUE VENDAS TENHA CADA VEZ MAIS SUCESSO, A LOGÍSTICA PRECISA SER UM DIFERENCIAL COMPETITIVO

No imaginário popular logística é aquela coisa que movimenta produtos ou pessoas de um lugar para o outro. Custa um dinheirão e tem a ver com caminhões ou ônibus.

Não deixa de ser isso tudo. Mas não se limita a isso somente.

A logística tem esse papel fundamental na movimentação mais rápida de bens e de pessoas para o seu destino, e junto a isso, ela traz a disponibilidade do produto certo, no tempo certo, na quantidade certa, nas condições certas, no local certo, para o cliente certo, em um custo ideal.

Não é novidade pra nenhum gestor que fazer boa logística não é nada barato. Ela pode custar até 25% do custo total de um negócio e no custo logístico as movimentações podem ser responsáveis por até 70% do custo.

Definitivamente não dá pra deixar na mão de qualquer um não é mesmo?

Mas ainda ainda pior que o custo de uma boa logística, está o desconforto de perder clientes tendo uma mais ou menos.

O que é exatamente logística?

Logística é lógica. É tempo. E tempo é dinheiro.

Se tempo é dinheiro e logística é tempo, logo; logística é dinheiro…

Mais do que se preocupar com os canais de distribuição, é responsabilidade da logística interligar o cliente ao restante da cadeia de modo que ele se sinta parte integral do processo.

Assim, a logística de marketing, ou logística como marketing tem a missão de conduzir o cliente através de três fases:

1.   Confiança: ultrapassar a barreira da confiança em um produto ou serviço e realizar a compra;

2.   Repetição: garantir a satisfação com o produto ou serviço de modo que gere a repetição da compra;

3.   Evangelização: acreditar e confiar tanto, a ponto de indicar para familiares, amigos e conhecidos.

Operacionalmente a logística possui uma visão organizacional, administrando recursos materiais, de pessoas, financeiros e informativos.

Combinar boa administração da cadeia de suprimentos e os tempos e movimentos garantirá ao negócio não só o aumento dos lucros, mas também um diferencial reputacional. Como aconteceu com a Amazon.

“Vendas e logística são as duas áreas mais importantes de uma empresa. O resto são áreas de apoio”?

Não é exatamente assim. Exagerei pra chamar sua atenção. E funcionou. Afinal, você chegou até o final.

Nesse mundo VUCA: volátil (volatility), incerto (uncertainty), complexo (complexity) e ambiguo (ambiguity), outras áreas que antes nem existiam estão ocupando espaços vitais nas organizações.

Basta olhar para os HUB`s de inovação, de criatividade, de economia comportamental e ciência de dados.

Portanto, a manufatura é vital, pois sem um bom produto não há perpetuação de um negócio. Sem marketing gerando demanda o trabalho comercial é mais desafiador.

Sem o jurídico não há bons contratos. Sem o financeiro o planejamento é frágil.

Sem o RH os líderes tem menos ferramentas. Sem o tributário pode se gastar mais ou se enrolar com o fisco.

Sem um time de cientista de dados não se entende o comportamento do consumidor moderno…

Enfim, assim como todo time de três cores é tricolor, todos os departamentos são importantes.

E você, o que acha?

Deixe seu comentário!

Até a próxima!

Achiles Rodrigues

Publicado originalmente no blog Clube da Logística.

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4 ações vitais para otimizar a logística da colheita de cana, maximizar a eficiência e reduzir os custos https://mobyweb.agileprodutora.com.br/4-acoes-vitais-para-otimizar-a-logistica-da-colheita-de-cana-maximizar-a-eficiencia-e-reduzir-os-custos/ https://mobyweb.agileprodutora.com.br/4-acoes-vitais-para-otimizar-a-logistica-da-colheita-de-cana-maximizar-a-eficiencia-e-reduzir-os-custos/#respond Fri, 04 Dec 2020 17:10:59 +0000 http://mobyweb.agileprodutora.com.br/?p=2737 O setor sucroenergético tem muito a comemorar, especialmente no cultivo e colheita da cana de açúcar. Com o advento da tecnologia a modernidade tem chegado ao campo e trazido mais eficiência, comodidade e economia para as atividades agrícolas. A mecanização de 97% das lavouras (região centro-sul), mais os fenômenos como internet das coisas (Iot), big data, […]

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O setor sucroenergético tem muito a comemorar, especialmente no cultivo e colheita da cana de açúcar. Com o advento da tecnologia a modernidade tem chegado ao campo e trazido mais eficiência, comodidade e economia para as atividades agrícolas.

A mecanização de 97% das lavouras (região centro-sul), mais os fenômenos como internet das coisas (Iot), big data, telemetria e outras, tem contribuído exponencialmente para melhorar o rendimento do plantio, qualidade em tratos, maximização da produtividade da colheita e longevidade do canavial.

Estima-se que a moagem de cana-de-açúcar no Brasil para a safra 2018/19 deva ser de 610 milhões de toneladas (USDA). Produção que gera um dos maiores faturamentos do campo: mais de R$ 52 bilhões. E além disso, nas lavouras e usinas, mais de um milhão de pessoas estão empregadas.

Conhecer os caminhos para fazer uma boa gestão do campo a usina é sem dúvida o caminho certo para aqueles que querem reduzir custos e extrair o máximo do potencial de suas propriedades. E para isso, ter uma visão integrada da produção canavieira é a grande sacada e a que se destina esse ensaio.

Leia até o fim e se surpreenda como temas atuais e relevantes para otimizar a logística da colheita e levar o negócio a um outro nível.

Abordarei com riquezas de detalhes os seguintes itens:

  1. Entre na era da agricultura 4.0: o que é e quais tecnologias estão ä disposição;
  2. Canavial: o que fazer para maximizar a colheitabilidade e longevidade;
  3. Como maximizar eficiência e reduzir custos no CTT – Corte, Transbordamento e Transporte;
  4. O “pulo do gato” não só para otimizar as operações de logística de cana, mas também para figurar entre os grandes.

 

1 – ENTRE NA ERA DA AGRICULTURA 4.0

“Estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em sua escala, alcance e complexidade, a transformação será diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes”. Klaus Schwab.

A afirmação de Klaus Schwab nos apresenta a 4ª revolução industrial, ou indústria 4.0. Momento que traz mudanças transformadores para sociedade e impacta nosso estilo de vida. Combinando fenômenos como a internet das coisas, impressão em 3D, Big Data, rádio frequência e outros, moldando uma nova era no campo.

Na indústria 4.0 com seus sensores e sistemas de controle permitindo que as máquinas se mantenham conectadas a diversas plantas, redes, máquinas, seres humanos e etc. Exigirá uma agricultura no mesmo viés: conectada, tecnológica, rápida e inteligente.

A agricultura 4.0 coloca à disposição do campo:

  • Dispositivos móveis leves e que cabem na palma da mão;
  • Torres de transmissão nas fazendas ofertando conexão inteligente e em alta velocidade entre máquina, tecnologia e pessoas;
  • Internet das coisas (IoT) como pilares para a agricultura de precisão, integrando diversas informações do como: localização geográfica, previsões meteorológicas, dados do solo, dados das máquinas em atividade;
  • Sensores que conseguem avaliar a umidade, a compactação, a fertilidade e a temperatura das plantas, além de dados meteorológicos, localização de ervas daninhas e infestação de doenças e pragas.
  • Drones: os chamados VANTs (Veículos Aéreos não Tripulados) que conseguem identificar pragas e doenças, além de localizar deficiência nutricional em partes específicas da lavoura;
  • Aplicativos que reproduzem virtualmente o cenário da lavoura;
  • Sistemas de radiofrequência;
  • Controle remoto de máquinas autônomas por telemetria que traz economiza tempo, combustível, desgaste nos veículos e etc.

Adotar soluções que proporcionam a visão completa das operações agrícolas, otimizando continuamente os processos, maximizando os recursos e aumentando os lucros e que podem revolucionar a comunicação entre o campo e o escritório é vital.

Os dados coletados oferecem ao time de planejamento estratégico informações relevantes para tomada de decisões. Conhecer quais são as principais novidades e os pilares mais importantes para a agricultura de precisão, é uma obrigação para todo produtor que deseja ter resultados extraordinários.

Bem vindo a era da agricultura 4.0!

 

2 – CANAVIAL: O QUE FAZER PARA MAXIMIZAR A COLHEITABILIDADE E LONGEVIDADE

Antes de falar em eficiência da colheita é preciso falar primeiro sobre performance e qualidade do plantio. Onde a produtividade e longevidade da cana estão atrelados a fatores como: Irrigação, variedades produtivas, nutrição adequada, controle correto de pragas e plantas daninhas.

Ações que levam a um TCH (tonelada de cana por hectare) de três dígitos. O que deve ser o foco, pois é o que vai garantir melhor produtividade e consequentemente mais cana para colher e assim diluir os custos.

Além disso, para que a produtividade possa ser explorada, faz-se necessário adotar o uso de práticas modernas de sucesso e tecnologias que fazem diferença, buscando as melhores padrões de cultivo, desde:

  • Preparo de solos; traçado dos talhões; sistematização inteligente que diminua a quantidade de manobra (evitando o pisoteio) e proporcionando tiros maiores melhorando a colheitabilidade e maior desempenho das máquinas, garantindo longevidade ao canavial e reduzindo os custos.

Recuperar a produtividade média dos canaviais, que vem caindo ao longo dos anos, deve ser pauta da agenda principal de qualquer usina.

E, para isso será preciso ter uma nova gestão com manejo avançado de variedades de maior potencial biológico com conceitos de ambiência (integração de diversas técnicas nutricionais associadas as de proteção), plantio na hora certa e o uso de todas as tecnologias existentes para tratos, bem como assertividade do período ideal para a colheita.

 

3 – COMO MAXIMIZAR A EFICIÊNCIA E REDUZIR CUSTOS NO CTT -CORTE, CARREGAMENTO E TRANSPORTE

O CTT, acrônimo que remete a Corte, Transbordamento e Transporte é uma operação vital e crítica para o agronegócio, pois representa cerca de 28% do custo da tonelada da cana de açúcar e 10% de cada saca.

Com o advento da colheita mecanizada, produção e a logística passaram a andar de mãos dadas: uma dependente da outra. Mas não só a logística de transporte, ou seja, os canavieiros que coletam a cana nas fazendas, mas principalmente a micrologística da frente de colheita que contempla o corte e o transbordamento da cana nos caminhões canavieiros.

Colhedoras e tratores (ou caminhões) transbordos são o que ditam o ritmo da usina. Claro que o push feito pelos caminhões é vital, no entanto, se a fonte produtiva não for um “reloginho”, as máquinas e equipes poderão ficar ociosas, provocando oscilações no abastecimento de matéria prima, afetando diretamente a linearidade industrial e consequentemente minando os custos.

Para uma operação eficiente, otimizada e com qualidade é preciso olhar para a tríade: canavial (TCH), velocidade e tempo de corte — a equação ideal para eficiência produtiva e manutenção da moagem.

Para isso, tecnologia embarcada, processos bem definidos e pessoas capacitadas para realizar a gestão e tomar decisões assertivas e em tempo oportuno é o segredo.

Foque em:

Controlar velocidade das colhedoras: determinar a velocidade alvo depende de um tripé: segurança, longevidade do canavial e qualidade da matéria prima. O que leva a avaliação de variáveis como: espaçamento entre linhas, declividade do terreno e condições do solo. Avalie as características do local, defina a velocidade alvo e monitore se a velocidade está constante.

Horas de corte: essa é a segunda e uma das mais importantes variáveis da produtividade. Maximizar as horas de corte é que garantirá mais toneladas colhidas com o mesmo equipamento em um só dia. Com equipamento moderno de mais de um milhão e 24 horas no dia: não dá mais para aceitar apenas 12 horas de produtividade não é mesmo?!

Controlar bem os tempos como manutenções: preditivas, preventivas ou corretivas. Horas perdidas como: falta de caminhão e transbordos ou operações auxiliares: lavagem, limpeza, checl-list, troca de turno, mudanças de área, refeição, troca de faquinhas e facão, é o maior desafio.

A gestão deve buscar minimizar ou encaixar essas operações “uma na outra”, por oportunidade, maximizando assim as horas produtivas.

Tratores transbordos: para maximizar a eficiência destes equipamentos, quero destacar alguns pontos importantes:

  • Velocidade de rodagem: assim com as colhedoras e caminhões deve-se estabelecer velocidade ao de rodagem. Sugestão utilizada pelo mercado: 14km vazio e 12km carregado (desde que o terreno permita);
  • Utilização de FUT (fila única de transbordo): alocação de transbordo na colhedora via tecnologia. O que permitirá inclusive dimensionamento mais enxuto da frota;
  • Ocupação da capacidade total do transbordo;
  • Distância mínima (ideal) entre principal área de corte x ponto de transbordamento, evitando dispersão ou longas distância a serem percorridas.

Caminhões: os caminhões canavieiros pela característica da operação são dedicados. Há tempos já se compreendeu que não faz sentido ter frota própria, visto não ser esse o Cor business das usinas. O contrato deve ser bem elaborado e a operação eficiente para que não haja perdas.

Mantenha o foco em:

  • Utilização da capacidade máxima permitida;
  • Controle de velocidade de vazio e carregado;
  • Raio médio de coleta de matéria prima.

Atrelado a conceitos de caminhão escravo para tombamento no hilo, pátio de engate e desengate em leiaute inteligente e controle de paradas para refeição, abastecimento, manutenções e etc.

 

4 – O “PULO DO GATO” NÃO SÓ PARA OTIMIZAR AS OPERAÇÕES DE LOGÍSTICA DE CANA, MAS TAMBÉM PARA FIGURAR ENTRE OS GRANDES

Ainda que se tenha as melhores tecnologias existentes no mercado, ou mesmo que a empresa faça benchmarks; conheça, pesquise, desenhe e padronize todos os processos que permeiam as atividades agroindustriais; se as pessoas não forem as melhores, tiverem resistência a tecnologia ou aos processos; nada vai mudar.

Os custos continuarão ruins, os processos inseguros e a qualidade duvidosa.

No setor ainda há uma grande carência de profissionais com skills específicos em: gestão de processos, pensamento crítico, pensamento inovador e liderança de pessoas.

O futuro chegou ao campo, mas ainda é preciso desenvolver lideranças que tenham uma caixa de ferramenta mais completa; recheadas de acessórios para o presente tempo, que é tecnológico, colaborativo, intergeracional, mas acima de tudo humano.

Gente sempre foi, é, e continua sendo o maior desafio de qualquer organização. Diferente de uma colhedora que se paga mais de um milhão e vem com manual técnico, o ser humano vem sem manual. É difícil de mexer, de mover, de comover.

Tem sentimentos, cultura, desconfiança, implicância. Só de pirraça não ajuda, não faz, não informa, desinforma.

Diante de um cenário como o que vivemos; uma era de mudanças; não hesite em criar programas para impulsionar as habilidades de liderança, fazer gestão da mudança e dos conflitos, reforçar políticas e melhorar o clima organizacional.

Clientes são pessoas, funcionário são pessoas, os acionistas são pessoas. Ou seja, no fim, tudo tem haver com gente.

“O pessimista reclama do vento, o otimista espera que ele mude, o realista ajusta as velas”

 

Bora ajustar as velas?

Até a próxima!

Achiles Rodrigues

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Torre de controle logístico: gestão, eficiência e redução de custos para sua operação logística https://mobyweb.agileprodutora.com.br/torre-de-controle-logistico-gestao-eficiencia-e-reducao-de-custos-para-sua-operacao-logistica/ https://mobyweb.agileprodutora.com.br/torre-de-controle-logistico-gestao-eficiencia-e-reducao-de-custos-para-sua-operacao-logistica/#respond Fri, 04 Dec 2020 16:55:18 +0000 http://mobyweb.agileprodutora.com.br/?p=2729 Em tempos modernos, a tecnologia imprime um novo jeito de viver, se relacionar e consumir. Internet das coisas, robótica, indústria 4,0, veículo autônomo, drones, realidade virtual e aumentada e outras inovações do presente século, facilitam nossas vidas, mas também fazem de nós consumidores mais exigentes. A logística neste cenário de revolução deve ter papel protagonista […]

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Em tempos modernos, a tecnologia imprime um novo jeito de viver, se relacionar e consumir.

Internet das coisas, robótica, indústria 4,0, veículo autônomo, drones, realidade virtual e aumentada e outras inovações do presente século, facilitam nossas vidas, mas também fazem de nós consumidores mais exigentes.

A logística neste cenário de revolução deve ter papel protagonista no que tange a inovação, eficiência e qualidade. Visto que, comprar, vender, produzir, coletar e principalmente entregar, ganhou um viés gerencial diferente do que sempre foi.

Assim, para uma empresa que busca destaque no seu segmento, fazer de sua logística um diferencial competitivo é substancial. Logo, ter processos bem definidos para entregar mais do que planejou e ter informações em tempo real para tomada rápida de decisão, é o mínimo a perseguir.

Mas o maior desafio das organizações é encontrar o ponto de equilíbrio entre nível de serviço excelente e o custo ideal, aliás, sempre foi.

Altos níveis de serviços significa custo alto, e vice-versa. Para encontrar o ponto de equilíbrio é obrigatório ir além do planejamento e da simples execução.

O que nos leva à uma pergunta MUITO importante:

Como melhorar a eficiência logística da minha empresa?

E uma excelente resposta seria:

Aquisição direta de tecnologia, adoção de gestão à vista, informações em tempo real, poder rápido de execução e escalonamento célere de problemas envolvendo a todo o time estratégico e operacional.

Mas ai, chegaríamos à uma nova pergunta:

E como ter tudo isso funcionando e gerando excelentes resultados?

E a resposta perfeita seria:

Implementando uma Torre de Controle Logístico.

Gostaria de saber como? Continue lendo o artigo. Vou te dizer o que é, como operacionalizar a torre e colher todos os seus benefícios.

O que é Torre de Controle Logístico

Torre de controle é uma central de integração e inteligência logística que visa aumentar a eficiência da cadeia produtiva com foco em planejamento, processos, execução, métricas e correção de desvios em tempo real.

Uma metodologia de gestão fundamentada nos pilares de segurança, qualidade, produtividade e redução de custos. Que tem como ferramentas principais:

  • Cascateamento de metas;
  • Automação;
  • Rastreabilidade;
  • Monitoramento;
  • Programação;
  • Padronização operacional;
  • Adoção de métricas;
  • Excelência na execução.

Ou seja, ver, identificar e agir é a grande sacada da torre, que em síntese, apoia a tomada de decisão a partir da definição de intervalos de tolerância e de níveis de criticidade.

Assim, diminui o tempo de ação de dias ou horas para minutos, o que consequentemente permite fazer mais com menos, ou seja, maximiza potenciais e reduz prontamente os custos.

 

Onde a torre atua e o que controla

Podemos comparar a torre de controle logístico à uma torre de aeroporto. Assim como o controle sobre aviões e helicópteros começa antes mesmo do embarque e, só se encerra quando a luz de apertar os cintos se apaga. O mesmo se dá com a torre.

Ela é um conceito alicerçado em cinco pilares:

  1. Planejamento: a torre de controle recebe o sonho da área, ou seja, o planejamento e desdobra as metas com toda a cadeia fazendo o cascateamento (em micro metas) até a base operacional;
  2. Processos: define tarefas, donos, tempos, critérios e padroniza tudo;
  3. Execução: acompanha a execução de cada ação garantindo que quem vai executar saiba que fazer, quando fazer e em que tempo fazer;
  4. Métricas: mede e compara através de relatórios gerenciais e indicadores chaves de performance. Dividindo com todos os envolvidos visando apoiar a tomada de decisão;
  5. Melhoria contínua: faz hora a hora, ou em tempo menor, um PDCA (PLAN – planejar, DO – executar, CHECK – verificar e ACT – agir), ou melhor que isso; um SDCA (S de Standard), o ciclo SDCA, segue a mesma linha do PDCA, mas com a diferença de que ao invés de apenas planejar, faz-se a padronização.

A torre de controle busca garantir disciplina operacional e boa execução do trabalho. O que só é possível através de monitoramento e padronização de processos e tarefas.

 

Onde a torre atua diretamente

  • Tempo improdutivo e movimentações desnecessárias: rotas longas demais que aumenta o custo, espera de carga e descarga no cliente e “passeio”desnecessário com a carga;
  • Capacidade produtiva: Pessoas (produtividade) equipamentos (desempenho);
  • Ociosidade veícular: melhor ocupação da capacidade do ativo;
  • Tratativa de ofensores: quebra mecânica, abastecimento, pneus furados, restrições ou qualquer outro incidente ou ocorrência;
  • Custos operacionais: alugueis, consumo de combustível, insumos, pneus e peças;
  • Roteirização e programação: raio de rodagem, quantidade de coletas e entregas, necessidade para atendimento da demanda;
  • Turnover: Jornada de trabalho do motorista e equipe operacional. Minimização direta do turnover.

Uma torre de controle logística pode ainda ofertar outros ganhos subjetivos, e por isso, incalculáveis. Entre os principais estão:

  • Melhoria na segurança da informação e reputação do negócio;
  • Encantamento do cliente pelo serviço rápido, seguro e mais barato;
  • Segurança de pessoas: viés importantíssimo para respeito à vida e uma operação mais produtiva;
  • Controles a padronizações gerais.

 

Qual o melhor modelo de atuação

Cada negócio tem sua particularidades, porém a torre de controle logístico cabe perfeitamente em qualquer operação logística, pois o conceito é universal, independente do que se transporta.

Existem empresas que tem lá um TMS e um software de rastreamento ou roteirização e já se intitulam torre de controle. Mas apenas isso não basta. Não preenche o conceito.

Obviamente a torre faz uso de tecnologias como as citadas, mas dentro de um conceito mais robusto, porém, relativamente simples:

  • Centralização logística: localização geográfica e estratégica da central logística garantindo assim a adequação a estratégia, padronização e uso de beachmark;
  • Monitoramento e rastreamento: uso de tecnologia embarcada para controle total dos ativos em tempo real, tratando desvios e aumentando diretamente a eficiência dos mesmos;
  • Programação de transporte: roteirização e despachos de caminhões para coletas e entregas visando a rota ideal, mais segura e econômica;
  • Gestão do melhor modelo de Report informativo: equalização e padronização de relatórios gerenciais e definição de canais de compartilhamento apoiando na tomada de decisão;
  • Métricas: medição hora a hora da operação para acompanhamento e ação corretiva;
  • Scalation List: processo que visa contato direto com a liderança para escolanemento dos problemas buscando solução imediata para os desvios;
  • Melhoria contínua: faz uso de ferramentas e conceitos de melhoria contínua em todas as suas fases.

 

Concluindo

Entregar o planejado, no tempo e qualidade requerida, em uma operação segura e no custo ideal é a missão da torre de controle.

Não há dúvidas que essa seja uma ferramenta ideal para que o sonho, ou seja, o planejamento, aconteça de modo excelente, com gestão no detalhe e tomada de decisão rápida e assertiva.

Se deseja maximizar sua eficiência logística, ter controle operacional, tático, estratégico e custos reduzidos, implante já uma torre de controle logístico.

Se você ainda não tem uma, está perdendo tempo, dinheiro, e consequentemente; clientes.

Até a próxima!

Achiles Rodrigues

Publicado originalmente em www.achilesrodrigues.com.br

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